terça-feira, 22 de maio de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #15

Foi um sonho bom instrutivo, e ver que ela era capaz de fazer exatamente da forma que o rapaz falou. Ela ficou tão feliz que decidiu que ia na academia hoje. Hoje aquele bando de gostosa sarada não ia casar depressão nela nem por um caralho. Ela botou seu "uniforme"  na mochila, mas foi com a roupa de academia rosa que ela havia comprado há 2 anos atrás. Ela não gostava muito porque essas roupas eram feitas justamente pra acentuar as curvas, ou a falta delas, mas como ela mesmo havia pensado: "Foda-se"

Ela ajudou a mãe a armar a mesa pro café da manhã e fez o desjejum com ela apesar da desavença da noite passada. As coisas estavam indo tão bem que Flambarda até ficou estupefacta quando sua mãe disse:

- Desculpa.
- Pelo que mãe?
- Te assustei ontem com a faca.
- Ah, relaxa, eu que peço desculpas por não conseguir tirar a luva.
- Mas como é que essa luva entrou aí pra início de conversa?
- Olha mãe, eu vou pedir pra você enconstar na parede.
- Por que?
- Porque você vai cair pra trás.
- Até parece que você me surpreende, filha.
- Ok então.

sábado, 19 de maio de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #14

Flambarda estava novamente em um campo aberto, só que dessas vez era a noite e diversas luzes como as que ela vê diariamente dançavam pelo ar e pelo céu. - "Graças a Deus!" - Ela já imaginou o que poderia estar acontecendo, pois não fazia muito tempo que ela havia tido aquele sonho estranho com um cara que parecia o Sean Connery. Ele havia se apresentado como Alabáreda mas ela certamente não lembrava o nome dele e essa vez quem estava lá era o Daniel Craig. Só de lembrar daquela foto Flambarda já ficava doida. Pra confirmar ela olhou pra mão e viu que a luva não estava lá. - "Yes!" - Ela comemorou mentalmente!

- Finalmente eu te encontrei, seu puto! - Ela sempre desbocada.
- Eu estive sempre aí na sua mão.
- Ei! Você não tem luzes como todas as outras pessoas! - Realmente não haviam luzes.
- É porque nós estamos em outro plano, Flambarda.
- Mas eu estou vendo...
- Sim, você está vendo a energia elemental dançando pelo ar. - Ele abriu os braços e inspirou como se etivesse admirando alguma coisa. - Não é maravilhoso?
- Maravilhoso é te encontrar, ainda mais nessa forma gato, lindo, gostoso, tesudo...
- Que isso...
- ...Pão, sonho, anjo, desejo, tentação, sexy... Acho que acabaram os nomes... Daqui a pouco eu lembro de mais.
- Você gosta mesmo dessa forma!?
- Tá brincando!? Olha pra você cara! Se eu tivesse um espelho aqui...
- Sei lá, pelo menos é melhor do que ums outras formas que eu conheço.
- E que outras formas que você conhece?
- Pierce Brosnan, Timothy Dalton...
- O primeiro é bom, já o segundo eu nem conheço...

Flambarda - A Detetive Elemental #13

Ela se arrumou do estilo Flambarda encapuçada: camisa vermelha, calça jeans, aquele mizunão, prendeu o rabo de cavalo, vestiu a capa de chuva, pegou um bloquinho de papel e uma caneta, tacou na mochila e foi sair. Avisou a mãe que ia resolver uns negócios lá fora mas que já voltava.

- Você vai sair com essa capa de chuva, filha?
- Vou sim mamãe!
- Filha tá um calor miserável lá fora!
- Sim, eu sei!
- Cê tá passando bem!?
- To sim mãe! - Ela disse enquanto fechava a porta.

Nenhuma atividade das malditas luzes no quarto do taradão do 404, ele provavelmente estava fazendo alguma outra taradice em algum outro lugar. Ela pegou o elevador e desceu normalmente. As coisas estavam tão normais que Gauss ficaria feliz com a forma que os eventos se distribuíam por esse dia, porém Flambarda estava na rua, ela mesmo sabia que isso era um presságio para que alguma coisa estranha acontecesse. Ela removou a capa de chuva antes de sair do prédio porque ela mesma achou que estava estranha demais.

Pra chegar até a delegacia ela precisava pegar o metrô, e até agora ela está preferindo evitar fazê-lo devido a última experiência, fora a possibilidade de encontrar o Rodney. Ela preferiu seguir a pé até a estação. Já fazia um tempo que ela não ia a academia, então essa caminhada devia pagar os próximos hamburgueres que ela já estava planejando comer.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #12

Flambarda precisou agradecer muito a Sofia aquele dia. Afinal o cortador de unhas salvou a vida dela pois ela teve a oportunidade de ajeitar seus dedinhos, apesar de estar profundamente triste pelo que ocorreu, mas profundamente feliz por ter finalmente conseguido dar uns beijos na boca. Quando voltaram pra casa elas ficaram zoando Flambarda mas ela não estava nem aí, zoou pra caramba também e estava doida pra ligar pra ver se marcava de novo pra ver se rolava uns finalmente. Porém, ela sabia que pelas regras da sociedade ela precisava dar um gelinho nele pra dar uma vontade.

Quando ela chegou, sua mãe já estava dormindo. Ela tirou a roupa toda e foi dormir peladona depois de dar uma aliviada no fogo. A luva entrou em chamas novamente mas, ela já não estava nem aí. Ela sabia que a fornalha baixa estava acesa e queria mais ela relaxar mesmo. Ela ia pensar em como ia fazer sexo com o cara sem fazer ele pular de susto depois, agora ela só queria fantasiar mesmo. A noite de sono foi particularmente boa. Fazia um tempo que ela não tinha uma noite tão boa assim.

Mas um novo dia raiou, e como todos nós sabemos, desde que ela pegou a luva os dias não tem sido nem um pouco rotineiros. E certamente a rotina não estaria presente nesse, uma vez que ela acordou mais cedo sozinha, se vestiu e foi lá na cozinha preparar o café enquanto assistia o PEGN com a mãe! O que uns beijo na boca não faz, não é mesmo? Mas ela já tinha um objetivo em mente depois de lavar a louça. Ela precisava cobrar o dinheiro que a SDRJ estava devendo a ela, uma vez que ela solucionou o caso.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #11

Fabiana acordou do transe e saiu correndo para tentar evitar o pior, gritando. - "LARGA ELA SEU FILHO DA..." - Sofia, que parecia um cabide carregando uma mochila e duas bolsas, até tentou alertar. - "Isso não vai dar..." - mas Bibi foi empurrada para trás de volta para perto de sofia sem nenhum esforço, e ficou com uma cara de bunda gigantesca. Ela pegou o celular e resolveu ligar para a polícia, apesar dos bombeiros provavelmente já estarem a caminho.

Já Flambarda estava presa sendo levantada pelo pescoço por um baixinho que conseguia erguê-la facilmente acima do chão, porém não conseguia muito por causa de sua própria altura, apesar do braço firme. Ela tentou se valer disso para se apoiar e chutá-lo, mas Valdir bloqueava vacilmente as vãs tentativas, mas ela ainda estava irada e não ia se dar por vencida. - "Vinte e Cinco é o Caralho!" - e resolveu cravar suas unhas o mais forte que conseguiu no pulso dele. O que fez sentir uma dor excruciante que queimava pelo seu braço conforme a chama queimava na mão dela. Ele a arremessou contra a parede lateral fazendo-a rachar levemente. Ela tentou se segurar nos braços dele com as unhas, mas a força foi tamanha que as unhas o arranharam, porém quebraram no processo, fazendo ele sangrar e urrar de dor como um lobo.

Valdir estava visivelmente puto e certamente não iria conseguir mais ter tanta força com o braço direito, mas ele ainda assim tentou correr para dar mais um golpe em Flambarda que estava caída de joelhos no chão, apenas para escutar um "Rugido do Leão!" e ver Valdir sofrendo um impacto que parecia fantasma em suas costas e o jogou de volta no chão fazendo sua cara arrastar e sangrar pelo piso do shopping.

domingo, 13 de maio de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #10

O que Flambarda não sabia era que uma reviravolta já estava para acontecer, e seria no próprio shopping, mas já havia ligado pra sua mãe pra avisar que estava indo pra lá. Elas saíram da estação de metrô e foram andando de mãos dadas porque mulher pode fazer isso sem necessariamente parecer um casal lésbico, apesar da imagem ter povoado o pensamento dos homens fetichistas que passavam por ali. Sofia já estava na porta do shopping ligando para Bibi para saber onde elas estavam, sendo que elas estavam há uns 500 metros.

- Alô, Sofia?
- Cadê vocês, suas putas?
- A gente tá chegando!
- Não perguntei isso!
- Mas a gente já tá chegando. - Flambarda e Bibi pegaram Sofia pelas costas.
- Mas onde, porra!? - E o telefone foi desligado bem na cara dela.
- Aqui! - Disse Flambarda estendendo os braços para abraçá-la
- Aeeeeee, porra! - Ela retribuiu o gesto adicionando os dois beijinhos clássicos dos cariocas. - Hoje é tudo nosso! - E depois ela cumprimentou Bibi da mesma forma que Flambarda.
- E aí, cês tem alguma idéia do que a gente vai fazer?
- Vamo entrar logo, Flam. Lá dentro a gente dá um jeito. Tô com fome, cacete! - E Bibi rebocou as duas pra dentro do shopping.

Sofia também estava arrasante do seu jeito, as 3 com estilos completamente diferentes. Sofia fazia um estilo mais chique com uma saia longa branca florida e cortada, salto anabela, e uma camisa estampada no estilo tomara que caia mas com a alça invisível para evitar o olhar faminto da torcida. O cabelo de sofia era uma trança no mais puro estilo Elsa, só que o cabelo dela não era grisalho, mas também era moreno como o de Bibi. Na visão de quem as vê de frente, Flambarda era a mais alta das três e andava no canto esquerdo. Bibi a mais baixinha ficava no centro e Sofia no canto direito. As luzes de Sofia também brilhavam mas em um tom ciano, as vezes se dividindo em luzes azuis e verde.

sábado, 12 de maio de 2018

Flambarda - A Detetive Elemental #9

Depois que Flambarda se tocou. Era sábado, não havia aula naquele dia e sua mãe realmente teve que trabalhar porque vida de empreguete é isso mesmo. Sua mãe não ia fazer almoço hoje então ela ia ter que se virar na cozinha. O problema é que ela não sabia cozinhar, então certamente não ia comer nada gostoso, mas o futuro já chegou, hoje em dia até a laranja já vem descascada, então por que se preocupar né?

O problema é que a laranja não vem descascada no Brasil, então ela ia ter que se preocupar sim. Ela ligou de novo o som, só que essa vez colocou Maiara e Maraisa pra poder curtir a sofrência. Ela sabia que tinha varios miojos no armáro para esse tipo de situação, e ainda havia sobrado mortadela então seria tão fácil quanto dois e dois são quatro, mas ela tinha que resolver inovar porque já ta tudo dando errado mesmo, então pelo menos que desse errado pelos motivos certos.

E foi ela ver na internet como é que se flambava uma banana. Não parecia tão difícil vendo o homem fazendo no vídeo no youtube, mas vamos as prioridades. Ela precisava saber se a mão direita estava em ordem mesmo, então pegou uma faca e foi picar a mortadela fazendo a técnica da dobra, ou seja, dobrou a mortadela algumas vezes, cortou, e colocou a mortadela picada numa cumbuca, ela não tinha colocado a água pra ferver ainda, mas o fez logo em seguida. Esperou ferver, fez o miojo colocou a mortadela e comeu o miojo na panela mesmo ao som de 10%. Obviamente ela não se aguentava e cantava junto.